Mostrando postagens com marcador Simone Oliveira (entre minhas linhas). Mostrar todas as postagens
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24.5.12

O moço é todo mar



Quantos mares se escondem por detrás desses teus olhos? Qual é o teu segredo? Não sei que laço invisível foi esse em que você me prendeu. O moço é todo mar. É todo onda. E é nessa onda que eu quero me arriscar. Eu não sei qual o mistério que se esconde aí por detrás dessa cortina verde, que me chama, me convida e seduz. Por quantas curvas ainda vou me perder enquanto passeio pelo teu corpo? Por quantos mundos eu viajo enquanto me perco? Nem eu sei e, pra falar a verdade, nem quero mais saber. Aliás, quem disse que eu quero me achar? É que você me desarma, moço - e eu fico toda perdida. É que você me confunde e me faz esquecer do que li naqueles manuais. Você fugiu das regras, inclusive das minhas.
Não resisto aos teus olhos claros por entre o contraste do teu cabelo escuro bagunçado e meio sem corte - e você sabe disso. Aí você ri e põe a mão no queixo imaginando o que eu estou pensando - e eu nem sei em que pensar. Ele não sabe quase nada de Literatura, não gosta da minha banda preferida, ele não tem talento pra ser romântico. Mas eu gosto dele mesmo assim. Eu gosto daquele jeito bruto, gosto da fala mansa, do sorriso meio de canto e da forma tosca como me enlaça e me faz perder o fôlego. Gosto das tuas mãos quentes e leves que sabem bem onde pousar, gosto da barba por fazer quando dança pelo meu corpo. E eu gosto da tua dança, eu gosto do teu ritmo. Eu gosto de você, rapaz – e do seu passo desajeitado.
Eu sei que você esconde um tesouro por detrás desse olhar, eu sei que você esconde segredos que eu ainda vou desvendar. O moço é todo mar. É todo onda. E é por detrás desses teus olhos que eu quero me afogar.


Gente, vamos lá conhecer o Adoce com limão? A meta de lá agora são 250 seguidores! Falta um para 200! Vamos ajudar? 
Beijos... Uma linda tarde pra nós! ;*

24.4.12

Você


"Você vem acertando sem querer e me ganhando sem querer ganhar. Você anda adivinhando meus pensamentos e nem se dá conta. Você se dá conta de pouca coisa, aliás, anda perdido em um mundo que nem sabe se é real, anda a divagar nas suas indagações que eu sempre ajudo a responder. Parece que eu te conheço melhor do que você e consigo te acalmar quando seu coração fica meio inquieto. Você vive com a cabeça na lua e os pensamentos em algum lugar pra onde eu iria correndo se soubesse o endereço."


[Simone Oliveira] 


Viste o blog Adoce com limão e leia mais dos meus textos!

17.4.12

Despedida?

Oi, pessoal, essa não é mais uma despedida das tantas que já dei. Nunca vou me despedir do Entrelinhas, meu mimo, minha paixão. Venho hoje, avisar que não postarei mais por aqui com tanta frequência, já tem um tempo que não ando muito por aqui e isso me incomoda bastante, por isso que vim dar minhas satisfações. Trabalho e faculdade têm tomado muito - pra não dizer todo - o meu tempo. Quando comecei aqui no Entrelinhas postava  textos e trechos de outros autores e aqui e acolá arriscava escrever alguma coisinha. Daí que resolvi levar esta ideia adiante e criei um blog onde escrevo, uma espécie de baú que me guardo. Se chama Adoce com limão e espero a visitinha de vocês por lá. Ainda estou em fase inicial por lá - o blog ainda nem tem um aninho! *-*
Mas, enfim, andei bastante confusa, pensei em trazer minhas postagens de lá pra cá e ficar aqui no Entrelinhas escrevendo os meus textos. Mas, pensei melhor e quando o Entrelinhas nasceu não foi bem com essa ideia, esse propósito, achei que não seria legal fazer isso com quem me segue. Estou com esse novo projeto e nele estou depositando minhas fichas, o Entrelinhas vai ficar aqui e todas as postagens que já foram também, vocês podem me visitar sempre, adoro o carinho de todo mundo. Mas, fiquem mais que convidados pra conhecer meu canto e seguir, se gostarem, gostaria de ter vocês todos perto de mim!

Ah, eu e meus contatos estamos organizando uma promoção super bacana e em breve divulgo por aqui!
Espero a visita de vocês lá no Adoce, viu!? Beijos ácidos! Adoro, adoro, adoro muito vocês! *-*


 CLIQUE NA IMAGEM E DIRECIONE-SE ATÉ O SITE! :]



11.4.12

Quando você vier


Não acredito em amor à primeira vista, acredito em amor ao primeiro toque. Não acredito em amores que prometem, acredito naqueles que fazem. Nos que fazem valer a pena, valer os suspiros e os risos distraídos sem explicação. Acredito no amor que não tem idade. Acredito no amor que não tem tabu, que não tem cor, nem valor que se possa calcular. Acredito no amor verdadeiro, aquele que não escolhe. Acredito, enfim, no amor. Não acredito é nas pessoas. Não acredito em muita coisa, mas tenho muita fé no pouco que acredito. E é só, e somente só, por isso que ainda acredito e quero e espero por algo bom. Algo que acalme e faça cafuné. Algo que me ligue no meio da noite com a voz rouca pra falar de nada e de tudo. Não acredito em muita coisa, mas ainda acredito em você, que ainda nem chegou. Mas se você vier, vem devagar, não faça barulho, a porta dos fundos eu deixei entreaberta. Não me traga rosas, me traga amor. Se você vier, vou logo avisando: a casa está bagunçada, andei arrastando alguns móveis e pintando algumas paredes. Quando você vier tire os chinelos e tranque as portas, me abra por dentro. Quando você chegar venha de braços abertos e sorriso largo. Se você vier, venha inteiro, não me venha em metades. Venha sem malas e sem pudor. Em ti ainda acredito e por ti ainda espero. – Simone Oliveira

27.3.12

Sem nós


Foi aqui que te conheci. Em mais uma daquelas noites que agente só procura diversão. Lembro bem de você chegando e me chamando pra dançar, lembro da forma leve como sorria e das suas mãos desajeitadas sem saber onde pousar. Lembro do seu perfume amadeirado, do seu jeans casual e do cabelo despenteado– macio. Lembro como se fosse hoje.  E será sempre hoje enquanto eu lembrar. Lembro de nós dois sentados na calçada, você não ligou pros meus olhos borrados e minha descompostura ao tirar a sandália. Pedimos um táxi e conversamos mais uma hora no portão. Vez ou outra o assunto se perdia dando voz ao nosso olhar, que pedia. Lembro da sua barba por fazer roçando-me o rosto. O coração batendo mais acelerado e algo quente, muito quente, dançando pelo meu corpo. Medo, expectativa, emoção, alívio e felicidade. Nosso primeiro beijo. Um abraço e um sorriso. Lembro de te ver caminhar de frente pra mim até a esquina acenando e mandando beijos com as duas mãos – antes de dobrar você desenhou um coração no ar e, dentro dele, escreveu meu nome. Lembro que nessa noite não dormi. E te escrevi uma carta – daquelas que nunca mandei. Quando o telefone finalmente tocou no dia seguinte senti medo de atender. Medo de não ser você. Medo de ter acordado. A voz rouca quando disse ‘Oi, você está aí?’escorreu-me leve como quem se livra de um peso. Era você. Saímos, tomamos sorvete, passeamos no parque. Falamos sobre filhos, sobre música e poesia. Quando me dei conta já acordava pensando em você, quando vi já estava fazendo contagem regressiva até a hora de você chegar, quando me dei conta já estava enlaçada no seu abraço e eu e você já éramos nós. Quando percebi tomávamos banho na chuva, quando vi estávamos assistindo filmes na sala. Você roubava flores dos canteiros alheios pra me dar. Quando me dei conta você sumiu. Quando me dei conta você ia embora de costas, sem acenar nem mandar beijos. Quando me dei conta você nem aparecia mais. Quando percebi eram outras vozes que falavam do outro lado do telefone. Quando te liguei uma voz desconhecida não sabia de você. Quando fui a sua casa encontrei uma placa de vende-se. Me perdi. Te perdi antes mesmo de te achar. E, quando finalmente te encontrei você havia mudado de mim..
E foi aqui que te conheci. E aqui, novamente, eu estou. Sentada, sozinha em mais uma dessas noites que a gente só quer sumir. Mesa vazia e coração transbordando. Os dedos beirando o copo de cerveja que é, enfim, minha única companhia no momento. Sem mim. Sem você. Sem nós. As vozes pareciam distantes, muito distantes. As luzes piscavam em ritmo triste. A música alta não consegue abafar a voz – louca, rouca, cansada - que grita seu nome aqui dentro de mim. Tanta gente ao meu redor e eu de olhos vidrados na porta, me perguntando onde estaria você. Por onde anda o amor que um dia partiu antes mesmo de chegar? Tanta gente ao meu redor e eu de olhos vidrados na porta por onde você entrou e nunca mais saiu. - Simone Oliveira

3.3.12

Canalhas



"Um largo obrigada a vocês, canalhas que passaram pela minha vida. Vocês não foram totalmente inúteis. Foi topando em caras errados que aprendi a andar com cautela para não chutar o cara certo."

Simone Oliveira - Blog Adoce sem açúcar
Leia o texto completo  clicando AQUI.

Não brinque com fogo


"Não brinque com o fogo, principalmente se você não é o único que pode se queimar."

Simone Oliveira - Blog Adoce sem açúcar
Leia o texto completo clicando AQUI.

Leve


"Acontece que minhas asas são muito grandes, não cabem na gaiola. Tem outra coisa, eu fico mais bonita quando voo, quando vou pra onde quero, quando o vento bate no rosto e faz dança nos cabelos. Não sei se você sabe, nem todo mundo sabe. Eu fico mais leve quando me deixo levar."

Simone Oliveira - Blog Adoce sem açúcar
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20.2.12

E se...




Se fosse pra ser uma hora do dia, eu seria o pôr-do-sol, se fosse pra ser uma flor, eu seria uma anêmona. Se fosse pra ser um animal, eu seria qualquer um que voa (alto). Se fosse pra ser um doce, eu seria meio amargo. Se fosse pra ser uma fruta, eu seria um morango. Se fosse pra ser uma estação do ano, eu seria a primavera. Se fosse pra ser um mês, eu seria janeiro. Se fosse pra ser uma comida, eu seria quente. Se fosse pra ser uma bebida, eu seria a mais gelada. Se fosse pra ser um gesto, eu seria umabraço. Se fosse pra ser uma dúvida, eu seria todas. Se fosse pra ser um amor, eu seria o mais simples. Se fosse pra ser um caminho, eu seria cheio de curvas. Se fosse pra ser um sonho, eu seria real. Se fosse pra ser uma mentira, eu seria a mais sincera. Se fosse pra ser óbvio eu não faria rodeios. Se fosse pra ser tudo, eu não seria nada. Se fosse pra ser menos complicado não teria graça. Se fosse pra ser outra pessoa, ainda assim seria eu. Sem mais. Sem pressa. Sem complemento. Sem explicação. Sem razão pra ser, eu sou. Eu vou. Só isso. Um verbo intransitivo, apenas.

14.2.12

Dona Moça



Mas aí, dona Moçaacontece que nem tudo tem explicação. Certas coisas são, simplesmente. Sem razão nenhuma pra ser. Você não precisa ir embora, não precisa correr. A felicidade um dia vai te acompanhar (ela sempre nos acompanha) e aí, dona Moça, você não vai ter saída. Não deixe seus medos fazerem sombra em você.

Olha, Dona Moça, eu aprendi. Você, um dia, vai aprender. Não leve a vida tão à risca. Não existem regras para viver. Não se esconda, não feche sua janela. O amor, quando quer, arromba as portas. Cuide do seu jardim, deixe que suas flores desabrochem. Perfume a sua vida, dona Moça.
Um dia a gente aprende, eu aprendi e você também vai aprender que a vida é mesmo dura quando você tem medo, quando você se acha fraco, quando se acha vítima. Você não é vítima. Ninguém aqui é vítima. Somos todos perdedores, apenas. E perder, às vezes, é ganhar. Sonhe, dona Moça, mas não durma demais. O tempo passa e não volta. O tempo corre.

E não espere pelo príncipe encantado, ele não vem. Deixe os contos de fadas só nos livros infantis que você tanto lia quando criança. É preferível que beije o sapo. Não, ele não vai virar príncipe! Continuará um sapo. Mas, pode ser que você o aceite e goste exatamente do jeito que ele é.

Entenda, dona Moça, que a pessoa perfeita tem mil defeitos. Entenda que as flores também têm espinhos. Entenda que no outono as folhas vão embora e que no inverno a pintura é triste. Mas a primavera vem e traz de volta as cores e o perfume. Entenda que saudade dói, mas passa, se você souber transformá-la em alegria. Nostalgia é estado (momentâneo) de espírito. Entenda, dona Moça, você tem que voar! Não encolha suas asas. Voe! E não olhe para baixo.Entenda que certas coisas não foram feitas para serem entendidas. Apenas sinta, dona Moça, feche os olhos e sinta. O mundo é só mais uma roda gigante que não para. Levanta, dona Moça, o mundo não espera por você!

Onde escrevo: Entre(minhas)linhas. Visite!

5.2.12

E por que não falar de você?

Ao som de Pose - Engenheiros do Hawaii  ♪

E por que não falar de você? Eu, que escrevo até sobre desconhecidos, hoje pensei: mas por que nunca escrevi nada pra você? Justo ‘você’, entende? A resposta é simples: porque é difícil! É difícil porque sempre que pensei em algo me vinha logo aquela frasezinha clássica de que ‘nem-todas-as-palavras-do-mundo-são-capazes-de-descrever-o-meu-amor-por-você’. Mentira! Existem palavras, eu só não sei como usá-las, porque elas perdem o rumo e fogem das linhas quando lembro do seu sorriso. O nosso amor fugiu das regras, fugiu dos clichês, fugiu de tudo dito ‘normal’, fugiu da pieguice. Porque nós não precisamos mostrar ao mundo que nos amamos, basta mostrar-se um ao outro, isso basta e é mais verdadeiro. Frases feitas não combinam com nós dois, nossas frases nós mesmos escrevemos, em linhas tortas, em letras borradas, colorido ou preto e branco, em papel, árvores e bancos de praça.Mas, sempre nós. Sempre eu. Sempre você, é sempre você.  Você não é o ar que eu respiro, é quem me tira o fôlego. Você não é a minha razão de viver, é o motivo de me sentir viva. Porque eu posso até experimentar todos os abraços do mundo, mas é nos seus braços o meu único conforto. E assim seguimos com nosso amor que não foi à primeira vista, mas depois de tantas vistas acabou virando amor. É, virou! E hoje estou aqui, escrevendo sem parágrafos, tentando, de alguma forma insana, falar sobre você. Eu, que escrevo até sobre desconhecidos,  pensei: mas por que nunca escrevi nada pra você? É difícil. Já viu ser fácil falar de amor?

Simone Oliveira

Leia mais textos meus no meu blog pessoal: Entre(minhas)linhas!

Espero sua visita! Linda semana a todos! =*

10.1.12

Válvula de escape


Eu não acredito em signos, sério! Sou uma pisciana e, de já, desmitifico essa visão que todos têm de que nós somos os seres mais piegas do horóscopo. Conheço gente bem pegajosa e romanticamente exagerada e, veja só, não nasceu entre 20 de fevereiro e 20 de março! Enfim, sou meio cética nesta questão, mas, ultimamente, os astros andam acertando muito sobre mim. Os astrólogos dizem que os piscianos são ótimos ouvintes e nisso venho pensando, me recusando a ter que dizer que concordo. Hoje tive mais certeza disso. Acho que existe uma espécie de tatuagem em minha testa, escrito: Oi, sou sua válvula de escape! Só pode! Não vejo outra explicação decente para isso. Sempre fui uma espécie de ombro amigo na vida das pessoas: “encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora e conta logo suas mágoas todas para mim”. É meu talento! De garotas a mulheres muito mais maduras, supõe-se pela idade, que eu. De garotos a homens já bem vividos. Da garotinha que se apaixona pela primeira vez, da amiga que traiu o namorado, do cara que tem problemas com mulheres, do que foi traído, do que não consegue parar de usar drogas, do amigo ambicioso e sonhador, da mulher que ainda ama o ex-marido, do marido que não aguenta mais a mulher e pretende divorciar-se! Já ouvi cada relato, uns de mais difícil resolução, outros: puro drama; já me comovi, já fui dura e já não soube o que dizer! Obrigada a quem, de bom grado, empresto meus ouvidos. Ando aprendendo muito com isso. Mas eu também me enrolo e me embaraço e até encontrar o fio da minha meada leva tempo. Saber dizer algo confortante para você não significa que sei de tudo, que me dou bem em tudo. O problema é que as pessoas têm mania de sempre achar e, como se não bastasse somente achar, dizer nossa-como-você-sabe-lidar-tão-bem-com-tudo-isso ou queria-muito-ser-bem-resolvida-como-você! Como assim? Não, eu não sei lidar tão bem com “tudo isso”! E não sou assim tão bem resolvida. E digo mais: não sou uma companhia tão agradável, nem para mim mesma. Tenho dias normais como pessoas normais. Faço dramas, tenho traumas. Acordo de mau-humor, dou risada de besteiras, sou insuportável na TPM. Namoro, tenho amigos (poucos), me divirto, trabalho, estudo e, pasmem, também choro.Às vezes sou uma pessoa estranha e, de vez em quando, alguém terrível.

Simone Oliveira

13.11.11

Seja meu!


"E eu não preciso mostrar a ninguém quem eu sou. Não preciso rasgar aos sete ventos o que sinto. E outra: prefiro as descobertas. Prefiro que me descubram! Sou mais de mistério, brincar de esconde-esconde é muito mais divertido. Existem muitas coisas sobre mim que você não sabe, meu bem! Eu não faço o tipo moderna, muito menos o ‘moderninha’! Nem me enquadro nesses padrões cobrados pela tal da sociedade, pode crer que não sou a gostosona que você sonhou em exibir pros seus amigos. Posso até arriscar que não sou como a maioria por aí. Não sou do tipo que se preocupa com a roupa que vai usar no próximo show, eu me visto de  essências e leveza. Não sou a piriguete que você conheceu na balada, nem a mocinha inocente que sonha em ter cinco filhos com você e morar numa casinha no campo. Sou apenas a mulher de vontades cabíveis que te roça a perna por baixo da mesa durante seu jantar de negócios. 

Eu prefiro o coração descompassado e as mãos geladas... Prefiro mil vezes mais aquele olhar que conversa sem palavras e finda naquele sorriso sem tradução! E não vou ser pra você algo que não sou, não tenho a mínima pretensão de ser alimento do seu ego, mas eu sei que sou exatamente o que você precisa. Só não me force a nada: eu sei fingir! Mas joguinhos me cansam rápido demais! E se tem uma coisa que eu odeio é hipocrisia! Pode me chamar de chata, anti-social, esquisitona ou qualquer termo que se encaixe nesse contexto, mas sou assim. Você nunca vai me ver fingir ter uma cara que não é minha. Ah, não! Dá muita preguiça montar e desmontar um sorriso! Não preciso e sou avessa a falsas demonstrações de "afeto"! Seja tudo, menos um hipócrita! Não me dê rosas se sabe que os espinhos podem me ferir. Me faça bem, me traga paz e arrepios.

Não me venha com pedaços. Seja tudo, mas não seja metade. Seja inteiro e meu!"




3.10.11

Ando meio borboleta!


"Já tem algum tempo... ando fechando os olhos e imaginando uma cena tipicamente tropical: uma rede balançando, uma brisa suave e, só pra completar, aquele cheirinho de chuva de verão no fim da tarde que tanto acalmava quando criança... Ando precisando de uma certa paz, tranqüilidade, calma. Férias mentais? É, talvez. Ando meio avoada, meio nada, meio tudo, ando do jeito que detesto: no meio-termo, nem lá nem cá. Tentando separar o bom do ruim, o amor do ódio, a confiança da falsidade. Já fui ovo, larva, hoje ando meio borboleta: leve, livre e inconstante."


Conheça o meu blog pessoal:

"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta." 
(Clarice Lispector)

Miudezas ...


"Nem todo mundo hoje consegue ver a beleza nas miudezas! Nem todos conseguem ler o que dizem os olhos, traduzir em palavras um sentimento que beira sair, mas pára no olhar. Difícil ver no sorriso a intensidade da alegria. Ver no andar o grau da leveza.
Difícil mesmo pessoas que encantam, pessoas que abraçam e pronto: isso basta! Gente que sabe o que é sentimento. Gente delicada e doce.
Gente que gosta de mandar cartas e esperar ansiosamente pela resposta: o selo, o cheiro do papel, a forma da letra, as miudezas de um simples envelope! Uma história embalada que viaja ao seu destino!
Gente que senta e espera pra ver o pôr-do-sol, pessoas riquíssimas de coração e simples de espírito. Serenas, sempre serenas...
Que numa das viradas desse mundo tão perdido e torto essas pessoas mágicas possam se encontrar!"


Conheça meu blog pessoal:

7.9.11

Novo blog!

Oi, meus queridos... Passando aqui rapidinho pra deixar o link do meu novo blog: Entre(minhas)linhas!
Calma! Não vou abandonar o Entrelinhas! Jamais! 
É que me deu uma vontadezinha de ter um outro lugarzinho digamos mais que meu! Lá só tem textos de autoria minha! Espero que visitem, gostem e sigam!
Ainda não organizei tudo da forma que quero, mas o que importa é que já está lá!


Beijos e boa noite de feriadão!

Gente sensível é assim mesmo...


Penso em tudo e não penso em nada! Sou uma eterna antítese, será?
Talvez realmente eu tenha um gênio difícil, ou talvez não, sou até fácil de lidar. Basta acompanhar meu passo, não precisa nem entender, basta me sentir! Acho que eu sou uma típica viajante à procura do que ainda não sabe o que é! Ou, talvez, só uma viajante à procura de nada! Sei é que viajo no tempo e, principalmente, nas pessoas. Às vezes é bom, ou não!
Sou sincera nas palavras e, mais ainda, nos sentimentos. Se firo, não é com intenção. As  mágoas que não cabem mais no peito escorrem pela boca em palavras que, inevitavelmente, soam como um descarrego, ou como uma faca que agride de uma forma que não planejei!
Na verdade eu sou tão doce, é... tão delicada! E essa brutalidade aqui é só enfeite, é só uma forma de me proteger, talvez, ou uma confusão de tudo em mim. Será? Eu não penso muito, ao mesmo tempo em que penso demais.
Já vi que quem tem alma sensível vive com um redemoinho por dentro!
Temos olfato, paladar, audição, visão e tato aguçadíssimos! E o sexto sentido, então? Esse, nunca falha!
A gente sabe que vê o que o resto do mundo não vê, e sente o que a maioria não ousa sentir!
Talvez por isso vivamos em constante confusão e, ao mesmo tempo, em constante equilíbrio! Sempre leves, soltos e sensíveis.
A gente só sente e escreve!

/Simone Oliveira*

30.8.11

Calma


Engraçado como não adianta ter pressa, o que vem vai vir na hora certa. Nem adianta querer que o relógio trabalhe mais rápido. Tudo um dia vem, seja bom, seja ruim... Que seja!
Não adianta lutar contra o tempo, tudo acontece e no fim, dá sempre certo!
Calma!

/Simone Oliveira*


Tava pensando em uma cena bem tranquila quando escrevi esse texto'

28.8.11

Que eu não me magoe, nem magoe ninguém!


Que nada se perca no tempo
Que tudo possa ser aproveitado
Que minha doçura não amargue
Que eu não me magoe, nem magoe ninguém!

/Simone Emanuelle Oliveira*

20.8.11

Então erre, é isso mesmo: erre!


Um recomeço é sempre difícil, mas recomeçar faz parte do ciclo da vida. Tudo vem e tudo vai.  Nossas dúvidas são traiçoeiras, nos enganam tão sutilmente só pra no fim mostrar que aquilo era o errado ou que não era totalmente a melhor escolha a tomar. Nunca concordei com aquela história de que os sábios aprendem com os erros dos outros. Isso é conversa de quem não entende nada de pessoas, de mundo, de sentimentos. A gente só aprende errando, o porquê disso eu não sei, mas sei que o mais sábio já errou muito na vida. E é aquele que ainda erra muitas vezes porque não tem medo de tentar, nem de viver.
Errar talvez seja o mesmo que arriscar! Então erre, arrisque e recomece sempre que te der aquela vontade. E se esse não foi o caminho certo, volte! Mas volte logo, volte correndo, volte eufórico! A vida não te dá tempo para lamentações!
Então erre, é isso mesmo: erre! Faça mais do que viver, sinta-se vivo!

/Simone Oliveira*


Escrevi esse texto lembrando-me de um amigo. Um dia ele me disse que se morresse naquele dia, naquele minuto, morreria feliz porque de tudo já havia experimentado na vida, tudo de bom que a vida oferecia a ele todos os dias aceitava de bom grado e fazia aquilo tudo render até o último segundo do dia.
Dois anos depois ele se foi. Mas eu sei que ele foi sem raiva da vida por ter se esvaído dele tão precocemente!
E em meio à tristeza de não ouvir mais sua risada, eu sei que ele está bem, foi o que ele me disse num sonho!



Meus queridos, um lindo fim de semana a todos! Aproveitem bastante!
Sintam-se vivos!

Beijooos! ;)